Antes de investir mais, você precisa saber onde está. Este checklist mostra o que está funcionando e o que está drenando seus resultados.
Você já chegou a uma empresa e sentiu que o marketing estava acontecendo, mas ninguém sabia bem para quê?
Campanhas rodando. Agência contratada. Redes sociais ativas. Os números não fechavam. As áreas não conversavam. Todo mundo estava ocupado, mas pouco avançava.
Esse é o sintoma do marketing fragmentado. E a solução não é contratar mais gente ou trocar de agência. É fazer um diagnóstico honesto antes de qualquer decisão.
Em 24 anos de trabalho com mais de 2.000 empresas, percebi que os maiores desperdícios não acontecem por falta de investimento. Acontecem por falta de clareza sobre onde a empresa está de verdade.
O problema mais frequente
Gestores de marketing que já têm equipes formadas e investem com regularidade costumam enfrentar um problema específico: operam sem uma arquitetura estratégica integrada.
A pressão por resultado imediato leva a decisões táticas isoladas. Uma área investe em tráfego pago antes de a marca estar bem definida. Outra contrata influenciadores sem posicionamento claro. O comercial usa uma linguagem que o marketing não usa.
O resultado é previsível: muito esforço, pouco retorno.
O diagnóstico de maturidade existe para resolver esse problema. Ele mapeia todas as camadas do marketing, da identidade de marca até as ações de captação, e mostra com precisão onde estão os gaps que travam o crescimento.
Na Mandala Lebbe, o diagnóstico percorre seis camadas: Branding, BEE (Brand Emotional Essence), Life, Presence, Attack e Disruption. Cada camada tem perguntas específicas. Associado a isso, o Lebbe Growth avalia como esses esforços se distribuem entre Brand, Relationship e Sales, os três pilares que sustentam o crescimento de qualquer operação de marketing.
As perguntas organizadas por camada
Para cada item, a pergunta é direta: está feito ou não está? Está funcionando ou está na gaveta? A resposta exige honestidade. É essa honestidade que gera valor.
Camada 1 — Branding e Posicionamento
1. A identidade de marca está clara e consistente em todos os canais: digital, comercial, atendimento e ponto de venda?
2. O posicionamento da empresa está definido e é compreendido por toda a equipe, incluindo vendas e atendimento?
3. A marca tem um território claro que a diferencia dos concorrentes no mercado em que atua?
4. O investimento em marca é tratado como estratégia de longo prazo ou aparece apenas em campanhas pontuais?
Camada 2 — BEE (Brand Emotional Essence)
5. A mensagem emocional da marca está definida e aplicada de forma consistente na comunicação?
6. As pessoas que compram da empresa conseguem descrever como a marca as faz sentir?
7. Existe alinhamento entre o que a empresa promete e o que o cliente experimenta em cada ponto de contato?
Camada 3 — Life (Infraestrutura)
8. Os materiais institucionais, site, apresentação, vídeo corporativo e documentos comerciais, estão alinhados à identidade visual e ao posicionamento?
9. A equipe comercial recebeu treinamento sobre a cultura da marca e sobre como usar os materiais de vendas?
10. Os processos internos de marketing estão documentados, seguidos e revisados com regularidade?
11. A estrutura da equipe de marketing é proporcional ao tamanho e ao momento da empresa?
Camada 4 — Presence (Presença Orgânica)
12. A marca está presente nos canais digitais certos para o seu público?
13. A frequência de publicação é consistente, planejada e guiada por estratégia editorial?
14. Existe uma estratégia de inbound e SEO ativa, com produção de conteúdo que educa e atrai leads qualificados?
15. A reputação da marca está sendo monitorada e gerenciada ativamente?
Camada 5 — Attack (Mídia Paga e Ativação)
16. Os canais de mídia paga estão sendo usados com estratégia, metas claras e métricas de retorno?
17. O CAC (Custo de Aquisição de Cliente) é acompanhado e comparado com o LTV (Lifetime Value) por canal?
18. Existe uma estratégia de retargeting e reativação de leads e clientes inativos?
19. Há um plano de parcerias com influenciadores ou criadores de conteúdo alinhado ao posicionamento da marca?
Camada 6 — Disruption (Inovação)
20. A empresa experimenta novas abordagens de crescimento com frequência e método?
21. O marketing já gerou experiências memoráveis para o público fora do padrão habitual do setor?
Lebbe Growth — Brand, Relationship e Sales
O Lebbe Growth avalia como o investimento em marketing está distribuído entre os três pilares que sustentam o crescimento integrado da marca.
Brand (Marca)
22. O investimento em construção de marca está equilibrado com os investimentos em ativação e performance?
23. A empresa tem ao menos cinco ações contínuas de Presence que constroem autoridade no mercado: conteúdo, SEO, PR, eventos e canais próprios?
Relationship (Relacionamento)
24. O CRM está ativo, com dados atualizados e sendo usado de forma estratégica nas decisões comerciais e de comunicação?
25. O pós-venda e a retenção de clientes são trabalhados com método, com NPS monitorado e plano de ação estruturado?
Sales (Vendas)
26. O funil de vendas está documentado e a equipe comercial tem scripts, playbook e materiais atualizados?
27. As ações de Attack estão conectadas aos objetivos de vendas e ao ciclo comercial da empresa?
28. Existe ao menos uma iniciativa de Disruption em andamento que diferencia a empresa no mercado?
Como usar o resultado
Depois de responder às 28 perguntas com um sim ou não honesto, o padrão fica evidente.
A maioria dos nãos nas camadas de Branding e BEE indica um problema de base. Investimento em tráfego pago não resolve o que é uma questão de identidade.
Nãos concentrados em Life indicam que a estrutura não suporta a estratégia. O gargalo é operacional.
Nãos em Presence e Attack indicam que a marca tem base, mas não está no mercado com força suficiente. O problema é de visibilidade e ativação.
Nãos concentrados no Lebbe Growth indicam que Brand, Relationship e Sales operam de forma isolada. Isso compromete o resultado dos três.
Esse mapeamento diz onde colocar energia primeiro. E onde parar de desperdiçar recursos.
A armadilha mais comum
A maioria das empresas faz o diagnóstico e cai na paralisia. Identificam 15 gaps e não sabem por onde começar.
A solução é priorizar pelas camadas. Branding antes de BEE. BEE antes de Life. Life antes de Presence. Presence antes de Attack. Attack antes de Disruption.
A Mandala Lebbe não é só um framework visual. É uma ordem de execução baseada em lógica de dependência. Cada camada suporta a próxima.
Você não escala campanhas sobre uma infraestrutura que não funciona. Você não constrói tráfego sobre uma marca que não existe. A sequência importa tanto quanto a ação.
Como começar
Reúna seu time de marketing. Reserve duas horas. Responda às 28 perguntas com sinceridade. Classifique cada resposta.
Ao final, você terá um mapa dos seus pontos fortes e dos seus maiores riscos.
Com esse mapa, defina três prioridades para os próximos 90 dias. Não dez. Três. Escolha as ações que resolvem os gaps nas camadas mais básicas primeiro.
Esse exercício, feito uma vez por ano, muda o nível de maturidade de qualquer operação de marketing. Não porque gera relatórios. Mas porque gera clareza. E clareza gera execução.
Diagnóstico é o ponto de partida
As empresas que crescem de forma consistente não são as que têm mais verba. São as que sabem onde estão, o que falta e o que priorizar.
O diagnóstico de maturidade não é um exercício acadêmico. É a decisão mais inteligente que um gestor de marketing pode tomar antes de qualquer outro movimento.
Qual é o seu maior gap hoje?
Vamos conversar?
Se quiser aplicar esse diagnóstico na sua empresa, me envie uma mensagem.



